28 de março de 2012

Teu corpo palavra


Disseram para escrever
Que toda vez que o coração doesse
Eu escrevesse
Pois bem
Escrevo teu corpo
Poetizo as suas mãos
Leio os seus olhos
Rascunho nossas vontades
De um jeito ou de outro
Vai doer o corpo separado
Mas ao menos
Escrevendo-te
Encontro a maneira menos dolorida
De acabar com essa ilusão.

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Belo poema! Reflete uma doída verdade... No ato de escrever, o de expurgar!
Abraço, Célia.