17 de março de 2012

Criminal Love

Coração que não apanha de vez em quando pra mim não aprende a dar valor as coisas e pessoas conquistadas. Junto de um casal se não houver um pouco de drama, sei lá, para mim não há emoção. Mas calma aí! Tudo com muito discernimento e bem pesado na balança sentimental, para que a coisa não fique melosa ou medonha demais. É que nem aquele ciuminho “bobo” que se tem às vezes – pois quem ama cuida – e nos faz desejar o outro inteiramente. Ainda estamos aprendendo o jogo do amor.

Os relacionamentos de hoje, como muitos dizem por aí, está cada vez mais banalizado. Mas vamos combinar que seja um amor marginalizado ou não, sendo ele bem profundo já está valendo e como lembra o poeta, que seja infinito enquanto dure. Sou do tipo que prefere amor incondicional, ou melhor, um amor loucamente que possa durar apenas uma hora, duas semanas e até um mês, sendo intenso é o que importa, do que perder a oportunidade do coração palpitante, mãos suadas, voz trêmula e grandes desilusões. Algumas vezes é acertar o alvo e arrastar para nossa cama, outras tantas é só uma coisinha guardada dentro da nossa imaginação, só não pode fazer mal a ninguém.

A eternizações que são feitas para os outros e para nós, talvez esse amor vagabundo faça mais sentido. Deve ser por isso que acredito que Britney Spears acertou em seu Criminal: “But, mama, I’m in Love a criminal. And this type of Love ins’t rational, it’s psysical...” (Mas, mamãe, eu estou apaixonado por um criminoso e esse é o tipo de amor que não é racional, é físico.).

O amor tem lá suas definições, o que desde sempre é muito vago e por isso, certas conceituações não fazem parte do meu dialeto, pois cada ser humano sabe o que sente e não é igual ao dos outros. De vez em quando invertemos as teorias e podemos sim dar a quem quer que seja esse tipo de amor ou aquele outro. Está aí o maior defeito de nossa humanidade: se deleitar naquilo que os outros disseram.

No que diz respeito ao que sinto não gosto e não autorizo opinião do que estão do lado de fora julgando. Agradeço por ser meio cabeça dura, pois só assim abandonei as velhas teorias.

O amor é apenas para ser vivido da forma que bem entendermos, mas sempre levando em consideração o ou os outros, de resto, vamos amar loucamente e se entregar quando acharmos que devemos. Afinal de contas, ninguém sabe quanto tempo esse amor vai durar, pois a eternidade pode ter seu fim logo a seguir.

Concluo com a princesinha: “Mamãe, por favor, não chore, eu ficarei bem. Deixando a razão de lado, eu não posso negar, eu amo esse cara...”.

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Confesso que fiquei meio perdida com suas considerações, concordando e discordando ao mesmo tempo! Amar para mim é entrega sim, mas com respeito às individualidades e com responsabilidade às consequências. Viver o aqui e o agora com tudo o que ele nos oferece sem medo de ser feliz, sem algemas, com liberdade de ambas as partes.
Abraço, Célia.