3 de março de 2012

Eu só quero viver*


Das dores dessa minha humanidade, tenho tentado ficar com aquilo que vai me tornando algo melhor, sem pretensão de agradar nem a gregos e nem a troianos. Prefiro me apresentar humano, demasiado humano, porque aí é que encontro o direito de ser sério ou sorrir, de chorar ou simplesmente amar. Ser forte o tempo todo machuca e não faz lá tanto sentido.

É levantar todo dia a cabeça do travesseiro e mesmo sentindo que as coisas a minha volta não parecem estar tão bem e acreditar que tudo pode ser diferente. Tenho praticado aos poucos aquela máxima de pensar positivo para as coisas boas virem e se não vier? Não tem problema, já esperei tanto da vida e ainda continuo esperando que desistir a essa altura do campeonato seria tolice demais. Decidi fazer por mim todas aquelas coisas que ninguém pode fazer. Escolhi por viver a minha vida, seja ela de maneira certa ou errada, pois afinal quem julga são os olhos e esse por tão físico que é ainda não consegue perceber o que vai além, o que trago dentro do coração.

Decidi compartilhar com quem quer um pouquinho daquilo que acho que é muito em minha vida: a capacidade de acreditar mais em mim e mais nos outros também. É uma questão de dar valor e de também se valorizar. É dar somente aquilo que se tem e se não for bom, jogar na primeira lixeira que encontrar. Desisti de tentar entender o porquê de muitos irem e não mais voltarem. Aceitei da vida, aquilo e aqueles que merecem estar comigo e que assim também, eu mereço como presente único e indivisível.

Escolhi rezar as minhas preces, viver minha vida, sonhar, amar e inventar. Permiti-me conhecer antes de julgar, claro que tem coisas que ainda não dessem goela abaixo, sou humano, mas aos poucos, vou mesmo que empurrado, me jogando para as novidades, pois só assim poderei dizem muitos “sim”, mas também muitos “não”.

Resolvi levantar depois das quedas, mas também permiti ficar sentado quando o tombo for feio. Tem hora na vida que é assim: cai e levanta, outras cai e pensa no motivo porque caiu. Ver se vale a pena caminhar por onde tem caminhado. Momento aquele que a gente pode chamar de mudança de direção ou simplesmente de criando vergonha na cara.

Há momentos na vida que só a reflexão nos dirá ao certo para onde estamos caminhando. Há dias que parecem ruins e não passam tão depressa. Há dias bons que o tempo parece voar. Há dias que começa bom e termina ruim ou vice e versa. Há dias que como os de hoje que a gente tem um sonho bom e fica triste ao acordar e ver que foi só um sonho, mas há dias que a gente tenta acordar de um pesadelo e isso não acontece tão facilmente. A verdade é essa: acontece na nossa vida muito mais coisas que não gostaríamos do que as que estamos sempre esperando. Injustiça. Parece que a minha vida é pior que a sua e você discute comigo e diz que não. Que a sua vida é muito pior que a minha. Nunca chegamos à conclusão que pode mudar o rumo de nossas histórias que é a de dizer que as nossas vidas são as melhores vidas que poderíamos ter. É acreditar que tudo mudar. É crer que as coisas podem ser diferentes. É simplesmente querer que tudo mude e tentar mudar para que as coisas de fato apresentem as suas mudanças. Por esse presente, decidi viver intensamente as coisas, esperando sempre que as coisas boas aconteçam primeiro em mim, para depois poder dar para todos aqueles que compartilham dessa alegria intensa de viver!

Kleberson M.

*Título por Rapha Avellar

2 comentários:

Desabafo disse...

Adorei, me identifiquei muito com o texto! Tô passando por um momento em que preciso mesmo acreditar que as coisas vão mudar.. me fez pensar bastante! Beijos.

Célia Rangel disse...

Viver... sem medo de ser feliz!
[ ] Célia.