12 de abril de 2012

Na frente do computador

Na frente do computador sou muito indisciplinado, pois é ali que escrevo, me perco e divago coisas certeiras, malucas, egocêntricas de ataques ou de amores. Ali, na frente da tela de sei lá quantas polegadas, esqueço-me do copo de água que está do meu lado, esqueço um pouco do mundo real, que por sinal não anda lá muito bem. É como se sentado e digitando eu pudesse ser outra pessoa, outro ser, talvez sejam os caracteres diferentes que a gente busca o tempo todo nas pessoas, nas situações baseadas em fatos, reais ou irreais. Não sei muito bem, mas sou livre quando o teclado está sob meus dedos, quando meus olhos penetram fundo o novo mundo, a tecnologia. Ali posso alcançar sozinho o que meus pés jamais alcançariam. Faço rotas, crio histórias e divido com pessoas que nunca vi na vida, um pouco mais de mim, sem medo de ser feliz, sem medo de julgamento, sem medo de nada. Na frente do computador, dou a cara a tapa, escancaro minhas subjetividades, sem medo. Mas há o cuidado no que se vai (vou) dizer: deve-se cuidar bem do que se escreve, pois as palavras são coisas faladas, por isso deve ser bem mastigada antes de ser entregue aos outros, pois ninguém é obrigado a engolir asneira goela abaixo.

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Apesar de toda a tecnologia a nosso dispor, é realmente como diz você. E, ouso completar: Prudência no que se fala ou escreve e, "higiene" (ortográfica) faz bem sempre.
Abraço, Célia.