21 de junho de 2012

Eu escrevi canções e o mundo me devolveu melancolias

P.S.: O título não tem nada haver com o conteúdo explicito dessa pornochanchada escrita, mas o texto é meu e eu coloco o título que eu quiser. Qualquer defrontamento com a realidade é mera formalidade literária. Achou ruim, contate seu advogado!

O mundo lá fora cobra de você, padrões, valores e aquilo que você não é. Não sei se é sorte ou não conseguir se mantiver como os outros querem, mas eu não consigo! Talvez minha inconstância não permita, ou a rebeldia sem causa que todos me julgam possuir não deixa ser como ele quer ou ela sonha ou como deveria ser. Não posso dizer que tenho vontades próprias, pois eu nunca sei o que são minhas vontades, minhas necessidades e o que eu realmente possuo! Estou meio perdido, ando vago demais em minhas alucinações, por isso aos que estão chegando agora, só um aviso: ainda estou em construção. Portanto, não exija de mim o que não posso dar; não espere de mim e não crie expectativas a meu respeito, pois além de quebrar a minha cara, posso quebrar a sua capacidade de confiar. Se quiser chegar, pode chegar, mas não queira me transformar no seu brinquedo torto, já sou um barco submerso e não preciso de mais um oceano de loucuras alheias para me afundar mais e mais. Meu jeito de ser humano vai além da compreensão de muitos e não peço que se cale diante da minha personalidade, mas que saiba respeitar a minha individualidade. É bem aquela frase da Clara Averbuck: "Minha vida é como areia movediça, quanto mais me debato, mais afundo. Se ficar paradinha, mais cedo ou mais tarde vai aparecer alguém com um pedaço de bambu e me puxar para fora.".

O que pensam a meu respeito diz mais a respeito ainda de como as pessoas queriam que fosse o resto do mundo, mas eu não sou o resto do mundo, portanto, fiquem longe de mim, quem espera que eu seja mais um sujeito normal, pois a normalidade não me convém e ainda tem gente que me julga normalzinho, coitados! Não gosto de Roberto Carlos. O que isso tem a ver? É que eu não estou vivendo para agradar ninguém, nem necas, nem porra nenhuma. Outros tantos me julgam pela minha cara de paspalho, pelo meu silêncio, mas só eu sei a tempestade que tem dentro de mim. Acha que é fácil pertencer a casa nove?

E sobre as benditas virtudes, só uma coisa a dizer, não me peça para ser sempre verdadeiro, pois se me pedes isso, é porque já não confia em mim. Não me imponha a importância do respeito, pois se fazes isso, é porque já conhece a minha face transgressora. Quer saber de uma coisa? Não peça nada, apenas viva comigo a nossa maneira e não só a sua e não só a minha ou às vezes só a minha maneira – cada um se defende como pode. Deixe-me ao som de um velho Rock’n’Roll e saia daqui com seu Pop casual. O que eu sei, é que não cobro para não ser cobrado, não te aponto suas feridas para que as minhas sejam preservadas de exposição. Não gostou? Paciência, vai pro final da fila. Pois já tem filho da puta demais querendo me fazer de culpado, quando o caso é que ninguém é vítima, cada um venho como quis, ficou como quis e eu simplesmente continuei sendo eu e meus avessos.

Minha vida não é um ‘Você Decide’!

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Aprecio sua autenticidade.
Abraço, Célia.