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22 de novembro de 2011

Muito café, poucos cálculos e demasiadas crônicas


Das coisas de nossa vida, cabe aos exageros dar espaço há um pouco daquilo que somos. É isso mesmo, exagero, pouco, ser... O que somos, transborda e para todas as outras coisas, é um travestimento das emoções. Veja, a gente acorda e pega café, um pouco de café, muito café. Independente da quantidade, eu prefiro o muito, para um dia grande, pois tenho a consciência que até voltar a deitar, muita coisa vai rolar. E não digo naquela cochilada do meio da tarde. Falo do fim, quando encerramos mais um ato nessa casa chamada Terra. Café traz a sensação de resgate, um sabor de vá a luta... E assim vamos seguindo, tomando e cultivando o pão nosso de cada dia.

Podíamos diariamente levantar e chorar, sabe o por quê? Somos seres humanos e estar, ser, viver é desconcerto, mas também podemos encarar a nossa vida, como presente do Menino Azul, de um Deus, do Senhor Oxalá. Podemos ter certezas, que par nós sejam absolutas e por essas outras coerências ou total falta delas, temos o direito de escrever o nosso cotidiano. Pode ser que ninguém venha a nos enxergar, pois somos mais um no meio da multidão. Não interessa. Se metade de nosso ser “humano” compreendesse que não precisamos de aplausos e nem de platéia, tão logo teríamos chegado aos palcos principais, os de nossas vidas. Não somos vistos e nem reconhecidos? Agradeça, pois assim pode ensaiar o tempo que for não somos atores que fazem vidas de mentirinhas. Somos atores de nossas cenas e o nosso teatro é a vida real, labuta, lágrimas e suor. Di-a-dia!

O problema está em sempre estarmos querendo somar, multiplicar... Aprendemos que não se deve subtrair, mas eu digo que também não somos obrigados a adicionar e tornar vezes as nossas e as coisas dos outros. A vida não é um irremediável cálculo, não, a gente apenas compartilha. Não dou nome matemático às coisas da minha, nossa vida. É triste, pois sempre depois da adição, vem a subtração e em seguida a multiplicação e a divisão e o que nos resta? Nada. A gente compartilha, doa e quando necessitado, de forma humilde, pede. Imagina se na vida tivemos que ser Bhaskara, quando de fato só precisássemos ser gente?

Ser o que somos representa muito mais que os livros de auto-ajuda querem nos transformar. É maior que os pecados confessos em Igrejas e muito mais que um, dois ou três demônios que dizem possuir o nosso corpo e dá show em tantas Congregações. O que somos, é o que realmente criamos. Somos e temos o direito de sermos, como sempre digo inúteis, temos o direito de sermos anjo e demônio de nós mesmos e cabe, somente a nós, seres humanos mudar, transformar e seguir em frente com a nossa vida. O resto é balela. Não existe um “a” alheio que formará o nosso alfabeto, assim como não há sujeito sem predicado. E depois de tudo terminado, pedirei de forma contundente muito café, poucos cálculos e demasiadas crônicas. Claro, meu cigarro, por favor!