12 de outubro de 2011

Uma nota sobre o amor

Quer atestado de loucura? Ouse atentar-se contra ou pró ao amor. Muitos foram o que evidenciaram, tornando-o passional, corriqueiro, balela e um monte de coisas a mais, assim como a paixão, cabendo a cada um, uma interpretação, bem distante das já propagadas entre a filosofia, psicologia e seja lá qual for a ciência. Amor é amor e cabendo-nos apenas a impor palavras nossa sobre o verbo amor.

Obviamente que cada um, tem lá suas próprias definições de amor, assim como um sabe dizer da saudade que sente, dos medos que se escondem, da fome que tortura – amor tem lá suas diferentes dicotomias, em suas variadas sensações. É tão subjetivo, quanto o bem e o mal. Quem definiu o belo? Só quem, abro aspas, ama, fecho aspas, pode tentar decodificar a sua maneira o ato involuntário do amor, mas não basta somente sentir, pois é na prática de nossas ações que somos e seremos capazes de bem pouco, dizer o que é.

Particularmente, acredito no amor. Acredito também no bem que ele nos traz. Do conforto que nos faz sentir. Da alegria que nos faz viver. Mas também encaro o amor como um profundo desconcerto, que de vez enquando, tem o poder de nos levar a loucura e tornando-se, a beira de um precipicio emociaonal fagulhas de anti-coisinhas-pessimistas. Encarar o amor somente a base de razões é fincar o pé numa areia movediça, quando mais xeretamos, mais vamos afundando e viver apenas a questão emotiva do ato, é lançar-se no meio da águas geladas do Pacífico gritando ao mundo que frio é psicológico. Deve se haver junção das coisas: o bem só é bem, se houver um mal para contrapor e o amor só é amor, se tivermos um pouyco de angústia, saudade e por assim dizer, amor só é bom quando nos torna um pouco desiquilibrado. Se fosse para ser fácil, o amor estava sendo vendido nas prateleiras dos supermercados, pronto para ser metido no congelador e quando necessário, por no microondas e comer. Amor não se come, mas se divide e vive.

Podemos discutir irremediaveis conceitos, mas bem sabemos que o que é nosso está guardado. A gente houve um amor frustrado aqui, outro amor lindo ali. Percebe que existem os casos onde um ama mais que o outro, mas também aqueles relacionamentos que nem de longe existe amor, confundindo-se com conformidade. Pessoas que se acostumaram com alguém e acha que aquilo é amor e vai assim, levando um pseudo-afeto e isso acontece sempre.

Tem ainda os que dizem com toda certeza do mundo que “o amor não existe e é apenas invenção da nossa cabeça”. Argumento real. Quem nunca idealizou um grande amor, quando somente era um romance de uma noite e nada a mais? Isso acontece. Dessas ficadas da vida, a gente se alimenta do beijo alheio. Corpo estranho junto ao meu? Deve ser sinal de algo mais promissos. Mas não é bem assim. O problema é que não sabemos diferenciar uma simples atração – momentanea – a um amor de verdade. Existem também aqueles amores inventados, que de tão idealizados, se tornam reais em nossa cabeça. Isso mesmo, só em nossa cabeça. Digamos que seja aquele amor, erradamente confundido com platonico – não cabe aqui discutir filosoficamente os atos platonicos -, é aquele amor que somente um ama e o outro, desconhece o sentimento. E por não ser correspondido, culpamos quem amamos, mas espera aí: a culpa é toda sua que fantasia em sua cabeça uma coisa que não existe.

E se o amor é invenção da nossa cabeça, digo e defendo que a felicidade ou sua falta também é; a fome ou sua ausência? Invenção da nossa cabeça. Peripécias do pensamento, isso existe, assim como existe frio quando o tempo exala um inverno, mesmo atemporal. Assim como existe calor e faz nossos corpos suarem e pessoalmente, atacarem os nervos. Assim, tudo que existe, poderia ser simplesmente anedótas de nossa imaginação, mas não é. Temos que ver todos os lados da moeda. Algumas coisas sim, não passam de pura invenção, como existe o outro lado para as coisas que existem de verdade e ninguém pode negar.

Já nos disse o poeta: “amor é fogo que arde sem se ver”. Alguém atreve a opor-se a isso? Condordo em gênero, número e grau. Não se pode negar que todo sentimento é reail, ou melhor, quase todos. Amor não cabe dentro de programas de photoshops. E é só quando deixarmos de idealizarmos as coisinhas mais bonitas e fofinhas do mundo dentro do cárcere do amor, conseguiremos compreender a dualidade dos fatos: amor de novela versus amor real.

7 comentários:

Café de Fita disse...

eu particularmente acho que amor não se conceitua, não está nem no campo filosofico nem no psicologico. não é algo que se debate, estuda, encara. amor simplesmente se vive, sendo ele, real, ou não. sendo platonico, ou homerico, tanto faz.

acredito na força dele, mas assim como a morte eu não tento dar nome aos bois.

Ass. Tiago guillen
Colaborador do: http://cafedefita.blogspot.com/

http://www.fragmentosdosonhar.blogspot.com/

André Narciso disse...

Faço minhas as palavras do Café de Fita.O amor simplesmente acontece,não há explicação plausivel.

Meninas & Mulheres disse...

concordo com o pessoal acima !

http://meeninasmulheres.blogspot.com/2011/10/ganhando-dinheiro-com-seu-blog.html

Kleberson Marcondes disse...

Só uma pergunta: vocês que comentaram o texto de fato o lerão na íntegra? Não. Porque os comentários, se tornaram opinião e se um está concordando é pelo simples fato de não terem lido, ou passado despercebido que eu não estou dando significados ao amor. Não cabe a mim e nem a ninguém, já que é um sentimento muito pessoal. O que salientei foi que ele existe. Então, antes das opiniões faceiras, busquemos ler e se necessário reler.

Ri disse...

Realmente, o amor é sempre algo surpreendente... acontece espontaneamente que às vezes ficamos sem palavras para descrevê-lo...

www.Mundodse.com disse...

Ah o amor... Cada pessoa tem sua sua forma de sentir, falar e até mesmo demonstrar. Acredito no amor, mas grande parte das pessoas tem uma mania de confundir amor com fascinação e isso faz com que elas digam que o mesmo não existe. - É uma pena, mas acontece muito.

=]

Renan Leal disse...

Qntos anos você tem, hein? Textos e pensamentos muito FODA!!