6 de outubro de 2012

Não importa


Hoje te abraçaria, juro! Também, estou em divida e não é qualquer divida, afinal de contas, desde cedo está me agradando, me fazendo feliz, até me soprou nos ouvidos, suas coisas escondidas, revelou os seus segredos mais mesquinhos, então, eu te daria aquele abraço, bem dado, bem quente e não te deixaria ir tão cedo, pois demorou para aparacer, mas hoje veio, não te vi chegando, foi pela madrugada? Só pode, sempre aparecendo quando eu menos espero, me tomando por assalto, uma corrente de pensamento, invadindo, você aparecendo, sorrindo, me amando como a tempos eu não era amada, seu lindo, meu tudo.

Te morderia feito pão com doce de leite, pedacinho de algodão doce. Mordidas de carinho, com toque de satisfação, outra vez aquele tesão que você me ínsita  me investe, me embrulha, como presente mais perfeito que existe, você não sabe o quanto eu estava aqui, sozinha, triste e sem animo, mas ao chegar, invadiu meus sonhos, me fez querer despertar e te puxar para debaixo do cobertor, meio vadio, como eu gosto, ou melhor, como gostamos. Vem de vez em quando, vai de sempre em sempre, mas não posso reclamar, com sua chegada, eu fico louca de amor, vendendo risos e gemidos de prazer.

E pare já, deixe-me te xingar por toda essa espera, por não ter notícias suas, pelas vezes que sentado a beira do portão, não te via chegar, nem sentia o teu perfume, seu cheiro de mato me visitar. Saiba que o que eu falo, nesse tom meio grosseiro, é o meu jeito estranho de demonstrar a falta que me fez por essas semanas, meses ou já não sei quanto tempo, parece que tudo passou tão rápido, só você que me esqueceu aqui, deixou-me de escanteio. Espere, vamos tomar um café, ou um chá quente. Parei de fumar, está vendo? Nem isso você sabia a meu respeito, agora meu vício se chama solidão.

Olhe bem nos meus olhos, veja o que tua falta fez com meu rosto, talhou rugas de preocupação e bolsas horrendas de olheiras. Esses hematomas nos braços também é culpa sua. Dias e noites eu fiquei me mutilando, querendo me dividir em pedaços para jogar pro alto e assim, alguma parte minha encontrasse alguma parte sua, mas vamos mudar de assunto, senão me deito nesse chão frio e morro e aí nunca mais reclamarei a tua ausência e você nunca mais me verás desperdiçada por aí, meio vazando, entende? Andaram dizendo por aí que eu estava em falta, mas hoje posso aparecer, com você do meu lado. Seria ridículo da minha parte chegar assim, sozinha, me entende? Iriam dizer que eu estava carente, solteirona e não queria um qualquer grudado em mim.

Mas hoje você veio e mesmo tendo vontade de bater na sua cara, eu te beijo e te amo mais ainda. Deve ser a fase da lua que tenha me mudado, ou essa estação nova que chegou. Não importa, hoje sou sua e você é meu e vamos deixar pra lá o que já estão falando a nosso respeito, não nos interessa. Hoje o dia nasceu para mim, com você do meu lado, desde a madrugada. E eu sei que queres falar, mas não temos tempo, ainda temos muitos lugares a visitar, depois brigamos mais um pouco, agora nos resta ser, um para o outro, o que Deus quis que fossemos: Chuva e Frio, com todo amor que nasce em nós, em partículas e sopros e para quem tem falado mal, paciência, toda estação, nos encontramos, querem os outros, ou não!

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